Evo Morales titubeia quando perguntado sobre asilo na Venezuela

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, concedeu entrevista à BBC, diretamente do México, onde está asilado desde que teve de desistir de impor um quarto mandato em seu país.

Quando questionado sobre o motivo de não ter buscado asilo na Venezuela, onde o ditador Nicolás Maduro está no poder, o líder socialista boliviano titubeou, sem saber explicar sua preferência.

Em uma entrevista tensa, Morales questiona porque iria para a Venezuela e é lembrado de que aquele era o seu aliado mais próximo.

Ele diz então que tem muitos aliados.

“Tenho muitos aliados: Rússia e China, países na Europa, que nos admiram bastante, França, Espanha”, disse.

Então ele voltou a ser lembrado de que a Venezuela é mais perto e afirmou que admira Hugo Chávez por ter vencido o “golpismo” naquele país, citando o ex-presidente, mas não respondeu sobre a questão.

“E o povo venezuelano, tenho muita admiração.

Assim como ao povo de Cuba, que segue firme apesar de tantos anos de bloqueio econômico”, disse.

Morales afirma ter recebido convite para ir ao Paraguai, e segundo ele havia muitos países com governo de direita, que não são alinhados ideologicamente a ele, dispostos a recebê-lo na condição de asilado, mas continuou sem responder a pergunta.

Em seguida, Morales passa a questionar sobre o interesse por aquela resposta, afirmando que estava havendo ali um debate político e não uma entrevista, pedindo então que lhe fosse entregue uma cópia daquela entrevista.

CriseEvo Morales deixou a Bolívia diante de uma grave crise, causada por fortes indícios de fraude nas eleições que culminaram na sua vitória para um quarto mandato.

A OEA chegou a fazer auditoria no pleito, relatando irregularidades e questionando a vitória do ex-presidente no primeiro turno, o que forçou Morales a concordar com novas eleições.

No entanto, diante dos fortes indícios de fraudes, populares saíram as ruas e as Forças Armadas bolivianas e policiais militares pediram a saída de Morales do Cargo, que renunciou e partiu para o México.

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