Governo alemão abre mercado de trabalho para não europeus em 2020

Para remediar uma cruel escassez de mão-de-obra, o governo alemão adotou uma lei que permite, a partir de 1º de março de 2020, dar as boas-vindas aos não europeus em seu mercado de trabalho.

A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, em foto de outubro Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency via AFP Para remediar uma cruel escassez de mão-de-obra, o governo alemão adotou uma lei que permite, a partir de 1º de março de 2020, dar as boas-vindas aos não europeus em seu mercado de trabalho.

Antes de uma reunião de cúpula sobre o assunto, a chanceler Angela Merkel dedicou seu podcast semanal ao tema neste sábado (14). Cuidadores, cientistas da computação, engenheiros e artesãos: a lista de atividades e setores em que a Alemanha carece de mão de obra qualificada está crescendo.

O desemprego se encontra no nível mais baixo de todos os tempos e 2,5 milhões de pessoas de outros países da União Europeia já estão trabalhando na Alemanha, mas isso não é mais suficiente. A partir de 1º de março de 2020, uma lei de imigração que dá prioridade à mão-de-obra qualificada entra em vigor.

Para se preparar para sua aplicação, é realizada uma cúpula na noite de 16 de dezembro na Chancelaria.

Em seu pronunciamento semanal, a chanceler Angela Merkel destacou os riscos da situação atual para a atratividade de seu país. "Temos que usar trabalhadores estrangeiros qualificados ou nossas empresas se mudarão para outro lugar, o que não queremos, é claro", alertou.

“Isso significa que os vistos serão concedidos rapidamente e que a informação fluirá entre empresas alemãs que procuram trabalhadores e os países de onde essas pessoas possam vir ", completou a chanceler. A Ásia e a América do Sul são alvos deste projeto, mas também os Balcãs para o setor de saúde.

O aprendizado do alemão no exterior deve ser ampliado através de ações dos institutos Goethe.

A agência de emprego alemã entrará em contato com alguns países.

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