Ameaçados de extinção, filhotes de gato-do-mato-pequeno são resgatados para reabilitação em SC

Animais vão para o Parque do Rio Vermelho, em Florianópolis.

Após reabilitação, animais serão soltos em Itapiranga Polícia Militar Ambiental / Divulgação Dois filhotes de gato-do-mato-pequeno, espécie ameaçada de extinção, devem chegar nesta quinta-feira (13) no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) no Parque do Rio Vermelho, em Florianópolis, para reabilitação.

Os animais foram resgatados nas cidades de Itapiranga e São José do Cedro, no Oeste de Santa Catarina.

A operação de resgate e transporte dos animais é feita em conjunto pelo 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental de São Miguel do Oeste e de Florianópolis, e o Instituto do Meio Ambiente (IMA).

Segundo as equipes, um dos filhotes foi encontrado no último dia 15 de novembro em São José do Cedro, e estava passando por cuidados dos membros da PMA e da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).

O outro foi encontrado na tarde de quarta-feira (12) e resgatado pela corporação em Itapiranga.

Reabilitação Apesar de não estarem feridos, precisam passar por reabilitação para se acostumarem novamente com a natureza Polícia Militar Ambiental / Divulgação Segundo o IMA, quando os animais chegarem ao Cetas vão passar por uma análise clínica antes de começarem o processo de reabilitação para a soltura, que será feita na cidade de Itapiranga.

O instituto informou ainda que não tem como definir o prazo para a conclusão deste processo.

Apesar de não apresentarem ferimentos, por ainda serem muito pequenos, os dois felinos precisam passar pelo processo de reabilitação, que consiste em introduzi-los novamente ao habitat e acostumá-los com os alimentos próprios para a espécie.

De acordo com a PMA, a alimentação incorreta pode ser prejudicial aos filhotes.

A espécie Espécie está ameaçada de extinção por ser caçada e pela destruição de seu habitat natural Polícia Militar Ambiental / Divulgação A espécie está ameaçada de extinção por causa de ataques e destruição do habitat, abates de pessoas que pensam que ela pode ser perigosa e por causa de caçadores ilegais que matam a espécie para vender a pele, segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA). Mesmo se tratando de animais silvestres e carnívoros, os gatos-do-mato não apresentam riscos para os humanos e costumam se alimentar de roedores, aves pequenas e lagartos.

Esses animais têm vida noturna e as fêmeas passam pela gestação por um período de 11 semanas, dando à luz de um a quatro filhotes.

A espécie vive até 11 anos.

Orientação A Polícia Militar Ambiental orienta para que, em caso de contato com animais silvestres na natureza, não os retirem do local, porque o desenvolvimento e reintrodução em seu habitat pode ser prejudicado.

A guarnição lembra ainda que toda e qualquer forma de retirar, matar, apanhar ou manter em cativeiro os animais silvestres é considerada crime ambiental e os responsáveis podem responder administrativamente e judicialmente por esses atos.

Orientação para quando encontrar com animais silvestres é não retirá-los de seu habitat natural Polícia Militar Ambiental / Divulgação Veja mais notícias do estado no G1 SC
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