Advogado condenado em SC e procurado pela Interpol é preso no Paraguai

Ele foi incluído na lista da polícia internacional em abril de 2019.

Ele foi sentenciado por adulteração de veículo automotor, fabricação de documento falso e receptação qualificada.

Advogado de Santa Catarina, procurado pela Interpol, é preso no Paraguai Um advogado condenado em Santa Catarina foi preso quarta-feira (13) no Paraguai.

Ele era procurado desde abril de 2019 e tinha o nome incluído na lista de difusão vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), de acordo com a Polícia Federal.

O endereço profissional dele era em Seara, no Oeste catarinense. Em nota, a Polícia Federal disse que o advogado Venâncio Antonio Lonczynski teve o nome publicado na listagem por solicitação do juiz Douglas Cristian Fontana, da Comarca de Seara, que expediu o mandado de prisão em segunda instância.

Na época, era permitida a prisão após julgamento em segundo grau. De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), do processo já constava a informação de que o advogado tinha negócios no Paraná e moradores diziam que ele estava no Paraguai.

A inclusão do nome foi pedida à Polícia Federal, que solicitou detalhes e classificou o caso como "Lista Vermelha" pelo fato de o condenado estar no exterior. Ele foi expulso do Paraguai por decisão das autoridades locais, conforme informado pela PF.

Os foragidos incluídos na lista vermelha podem ser preso em qualquer um dos 186 países filiados à Interpol, formada por representantes das polícias federais. Condenação Conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), ele foi condenado em primeira instância pelos crimes de adulteração de veículo automotor, por duas vezes, e uso e fabricação de documento falso.

Após o recurso do Ministério Público ao TJ, os desembargadores entenderam que ele também cometeu receptação qualificada por revender os veículos, por duas vezes.

Esse novo crime reconhecido causou o aumento da pena de sete para nove anos de prisão.

O TJSC expediu o mandado de prisão dele em dezembro de 2017. Agora, a Justiça expediu pedido de vaga ao Departamento de Administração Prisional (Deap) para manter o condenado na Penitenciária de Chapecó ou de Concórdia, no Oeste catarinense, por serem mais próximas.

A partir disso, o Deap fica responsável pelo trâmite administrativo para tratar com o departamento paranaense a transferência do advogado. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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